quarta-feira, 11 de maio de 2016

Espiritualizando as coisas

Espiritualizando as coisas

Texto: I Co 2.14 "... o espiritual discerni tudo..."


Virou jargão em seminários espalhados pelo mundo: "não querendo espiritualizar, mas..." ou ainda, "devemos evitar espiritualizar as coisas".

Li esses dias um livro chamado ESPIRITUALIDADE SUBVERSIVA, nele há notas de que mais que 89% dos seminaristas se tornam pessoas frias, racionais ao extremo e desprovido de discernimento espiritual. C.S. Lewis também fala sobre isso em seu livro, A ABOLIÇÃO DO HOMEM, quando diz que teólogos geralmente se tornam homens com cabeça grande e peito pequeno.

Começam-se os sermões: "não querendo espiritualizar, mas..." Mas deveria! Diria eu se houvesse oportunidade. Ou somos espirituais ou carnais, meio termo nisso é passível de vômito.

Não há problema algum em espiritualizar as coisas, problemas temos quando não as discernimos.

É inteligível que numa grande família haja crianças, logo, aos adultos cabe orienta-las e disciplina-las. Mas percebemos a relutância a este trabalho, afinal é mais conveniente evita-lo.

Lembro-me de Pedro em uma de suas experiências espirituais: Pedro dizendo que é imundo, discutindo uma ordem de Deus.

Sabe pessoal? Muitos de nós pedimos experiência a Deus e quando elas vêm dizemos: Nunca! - Isso é imundo!!!

Vou falar mais sobre isso no próximo artigo.


Charly

terça-feira, 10 de maio de 2016

As estatísticas e nosso posicionamento

As estatísticas e nosso posicionamento

Texto: Mt 20.16b "... muitos são chamados, mas poucos os escolhidos."

O texto em referência é mais um entre outros textos bíblicos que sugerem estatísticas 
(Lc 17.34-36 e Ap 5.9-11). Algumas são desafiadoras e fazem parte de uma projeção que  alcança a muitos; outras já são animadoras, balanceia e equilibra a questão. Enfim, há uma lição de particular importância para nós no que tange as estatísticas:

¤ Não escapamos delas; outros as fizeram, nós apenas as confirmamos.

É interessante refletir sobre isso porque as estatísticas bíblicas, não nos remete a um fatalismo ou determinismo, mas novamente, como toda questão bíblica, nos remete a uma decisão.

O que você faz com as estatísticas? Murmura? Suspira? Se embasa para justificar sua omissão?

Verdade é que esse texto em referência apresenta uma questão além das estimativas... Em Lucas as estatísticas são apresentadas de forma clara, meio a meio, 50% de chances, ou ainda em Apocalipse, quando vemos o número de remidos como as areias do mar e o número dos povos que se ajuntam contra o governo de Cristo também como as areias do mar. Isto aponta para imparcialidade divina. Chances iguais, mesmas probabilidades.

Muitos chamados é a clara observância da extensão do propósito divino, leva-nos diretamente a considerar que é para todos, esses muitos são simplesmente todos. Ao passo que poucos escolhidos se refere a resposta humana a esse chamado.

Estatísticas são os resultados da nossa decisão, responsabilidade nossa.

O que você vai fazer com as estatísticas que dizem que poucos conseguem, poucos permanecem, poucos continuam?

Se você não é capaz de questiona-la não é digno do poder de decisão. Se você não a critica e protesta dizendo "nós não somos dos que voltam atrás", sequer deveria estar pensando em algum dia assumir uma liderança.


Charly 

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Considerações sobre uma pessoa que decide

Considerações sobre uma pessoa que decide

Daniel 1.8 "decidiu firmemente..."

Estive lendo o livro de Daniel no meu devocional e não demorou muito a saltar sobre meus olhos a importância de sermos firmes em nossas decisões. Mais do que isso, pude perceber que uma decisão que não é acompanhada de firmeza é: precipitação, perda de tempo e conversa mole.

Implica, inclusive, em você entender que não é suficiente decidir  estar com Cristo, precisa ter firmeza em andar com Ele. Essa "firmeza" diz respeito à determinação, constância e convicção.

Daniel foi uma pessoa estável, passou por dois impérios mundiais como, conselheiro e governador. Tornou-se um homem de referência, tudo isso pela sua firme decisão de servir a Deus.

Isso é importante salientar e ter sempre em consideração: O homem quando decide firmemente viver com Deus é simplesmente indispensável. Daniel o era, no reino da Babilônia.

A graça, a bênção, a sabedoria, a vida que se adquire em Deus nos faz pessoas tão bem quistas que é impossível o mundo não contar conosco.

José do Egito, os profetas Elias, Eliseu e ainda Micaias, todos são exemplo de homens que se tornaram indispensáveis para um reino. E, isto porque refletiam Deus em suas vidas pela firme decisão de agrada-Lo.

Você é referência? Indispensável? Se não é, é porque nunca foi firme em suas decisões.

Charly

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Seja útil

Seja útil

Gênesis 12.2-3

Quero chamar a sua atenção para uma simples observação contida neste texto que diz respeito a chamada de Abrão e que desencadeia todo direito adquirido na promessa que Deus lhe fez.

Isso é importante porque percebemos a finalidade da bênção de Deus em nossa vida.

Fora as condições da aliança ou acordo, percebemos que por último, as bênçãos estão destinadas a uma só finalidade ou propósito: em que aquele que a recebe possa fazer-se útil. Seja uma bênção!

Ser uma bênção equivale a ser útil. Ser útil para quem se aproximar de nós é nossa parte nesse acordo no qual temos as promessas de Deus. Até porque, não há como ser uma bênção para si mesmo, pois não existe serviço cristão do "eu".

Sabe no que isso implica? Só somos abençoados para abençoar e que uma vez abençoados se não nos fizermos úteis a alguém ou a alguma causa, no que diz respeito a exercer o bem e promover a graça, estaremos falhando miseravelmente com o acordo.



Charly

quinta-feira, 5 de maio de 2016

A serventia das meias verdades

A  serventia das meias verdades
Texto: Gênesis 3.5


Você que já conhece o texto em referência sabe muito bem a serventia das meias verdades. A consequência delas nos aponta sua real serventia: desvirtuar, desencaminhar e desorientar aqueles que não as discerne.

A queda do homem relatada neste capítulo traz no seu enredo a astúcia, malícia, estratégia e a disposição da serpente, figura direta de satanás, em desvirtuar ao ser humano, fazendo-o desviar-se do propósito divino.

A meia verdade contida nessa referência bíblica em evidência é exatamente a insinuação da serpente em dizer que Deus não queria que o homem se desenvolvesse. Colocando pela segunda vez, no diálogo com a mulher, em dúvida o caráter de Deus. A serpente instiga a mulher a desobedecer por aparente benefício.

O homem seria como Deus? Conheceria o bem e o mal? Sim! A resposta para essas duas perguntas são afirmativas, porém o ser humano não precisava exatamente experimentar o mal para conhecê-lo. Não precisaria contrariar a Deus, para alcançar a eternidade e se tornar nesse aspecto como seu criador.

O ser humano já estava no processo da eternidade, teria acesso à eternidade pela árvore da vida, mas, acabou escolhendo por meias verdades um atalho: a árvore do conhecimento do bem e do mal e com isso comprometendo todo um relacionamento. E, diga-se de passagem, o relacionamento mais importante de toda uma existência.

Meias verdade tem o objetivo de manipular e suas consequências são as mesmas descritas nos versos 6 a 19 do referido texto bíblico: desastrosas.

Tomemos o devido cuidado com essas meias verdades, pois a verdade não se manifesta por partes.

Charly



O dilema das respostas

O dilema das respostas


Texto: Lc 10.25-28 e 36-37

Já dizia Einstein: "Não são as respostas que movem o mundo, são as perguntas."

É difícil entender o que Einstein tinha em mente ao proferir essa frase, mas com propriedade sabemos que a resposta sem aplicação para nada serve.

O texto em referência coloca o doutor da lei numa situação difícil. Aparente hipocrisia se deixa escapar da atitude daquele homem ao pressionar a Cristo, levantando questões sobre as quais ele mesmo já tinha as respostas.

Eis o dilema das respostas: geralmente temos respostas para tudo, e a maior parte dessas respostas estão realmente corretas. Fingir que não sabemos nos remete à hipocrisia, malícia e à rebelião.

A referência bíblica em evidência fala profundamente a nossos corações revelando a verdade de que a nossa consciência esta em plena atividade e de que a lei moral é uma realidade dentro de nós, pois ela nos dá resposta a todas as nossas indagações, e, a nosso interior nos revela, apresenta e orienta procedimentos.

Isso nos torna indesculpável, assim como ao doutor da lei dessa referência, que sabendo o que devia fazer, não fazendo, buscava justificar sua omissão.

Vou parafrasear os versos 28 e 37 para encerrar este artigo: " Você sabe muito bem o que deve fazer, então faça depressa!"

Sabemos que devemos cuidar, ajudar e amar nosso próximo, exatamente porque queremos e esperamos numa ocasião de necessidade também ser cuidado, ajudado e amado. Então porque nos omitir?

"Vai, e faz da mesma maneira."


Charly

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

A roda da vida

Caindo em si

 Texto baseado no Livro de Lucas Capitulo 15, a partir do versículo 11

Passamos tão rápidos pela vida que nem reconhecemos certos padrões repetitivos que ela nos impõe, e às vezes, ao ver esses padrões nitidamente, passamos a ignorar os mesmos, não acreditando ou não levando a sério às circunstâncias que a vida nos submete.

Temos uma grande lição esboçada na referência bíblica acima. Não estou falando da ida e vinda de um filho perdido, ou de uma ovelha extraviada, não estou me referindo a interpretações tendenciosas que nós como religiosos cristãos gostamos de fazer. Gostaria de chamar sua atenção para a vida, para a grande jornada que começamos no dia de nosso nascimento, como ela se manifesta a nós. A vida nos recebe e não somos nós que recebemos a ela, portanto precisamos aprender a viver, sim, isso equivale a se portar da maneira que se deve em cada situação ou circunstâncias que se nos apresenta. “Caindo em si” o Jovem rapaz lembrou-se do inicio estando aparentemente no fim. Geralmente quando estamos no fundo do poço costumamos cair em si e pensar com mais raciocínio e exatidão, geralmente começamos a perceber as coisas de maneira mais clara diante de nossos olhos.

Vamos nos permitir racionalizar “tudo” o que aconteceu com que aquele jovem rapaz até chegar ao ponto de desejar comer a comida de porcos... Note, ele pegou sua herança. Não pense nisso como simplesmente pegar o dinheirinho e sair gastando inconseqüentemente não... Ele pediu sua herança, ele recebeu sua herança! Podíamos nos ater um pouco mais nessa revelação aqui, mas prossigamos, quero que você perceba que este Jovem se viu de um momento para outro no topo da roda da vida. Lá estava ele... lá em cima, provido, pronto para começar a vida de forma independente. Não é isso que buscamos? Eu, você, todos? Nossa independência!? E mesmo antes de consegui-la já a enxergamos como o “topo”, o patamar mais alto projetável para nossa vida.

Então, “poucos dias depois”... Não interessa o quanto “pouco” seja esse tempo para nós agora, o que esta evidente é que o Jovem rapaz teve tempo para pensar no que fazer com o que tinha conquistado ou com o que ganhou. Sim, conquistado pelo pleito e ganhando por herança... A vida não brinca com ninguém, é um mercado sério, te dá tempo e pede tempo, mas não pense que terá toda sua vida para pensar...

Precipitadamente este Jovem rapaz “ajuntou tudo e partiu para uma terra longínqua”... De acordo? Isso é verdade? Eu estou perguntando para você. Como não sei se vai me responder mesmo, deixa já lhe dizer; verdade sim, exceto, o “precipitadamente”. Precipitadamente é a interpretação que fazemos devido saber já o que aconteceu a este Jovem rapaz, mas se a história fosse outra? Se ele “ajuntasse tudo e fosse para uma terra longínqua” e lá se desse bem na vida moralmente e financeiramente? Uhm? Já não o teríamos por “precipitado” e sim por um bom ou grande investidor não é? Racionalize, não seja preconceituoso, estamos a falar da “vida” através desse magnífico ensinamento e não apenas do fato relatado. Aqui vemos a oportunidade. Toda essa história se modificaria se esse Jovem tivesse aproveitado a oportunidade que se lhe abriu e fizesse as escolhas certas. A vida lhe deu a oportunidade, ele tinha em mãos tudo que lhe era necessário, agora, restava-lhe fazer as escolhas... Falo de mim, talvez de você, falo de nós, falo da vida...

“E ali desperdiçou seus bens, vivendo dissolutamente”. Temos que frisar algo importante aqui... Note como que por um “gráfico”, veja como a vida desse Jovem rapaz declina a partir das escolhas que ele faz. Aqui temos as escolhas. Elas são importantes demais em nossa vida, elas definem nossa estabilidade, não definem apenas se você ira subir ou descer, elas definem a permanência na paz, na alegria, na estabilidade desses fatores essenciais a uma vida saudável. A vida é uma grande roda gigante sim, nela teremos altos e baixos, e para subir fatalmente desceremos, mas em meio a este processo é importante permanecermos estáveis, e isso será definido pelas nossas escolhas.

O Jovem rapaz começou despencar de forma tão abrupta que o relato afirma “e, havendo gastado tudo...”, olha aí... veja bem! Ele gastou tudo! Perdeu tudo! Em queda livre e sem paraquedas... E é “engraçado” notar também no registro, que exatamente nesse momento em que o Jovem rapaz “perde tudo” sobrevém uma “grande fome naquela terra”. Sabe o que isso nos mostra? A vida nua e crua, etapas dessa vida, fases, ciclos, a grande roda agora dando voltas com aquele Jovem na parte debaixo...  Onde você esta na vida? Qual é a circunstância em que esta vivendo? Como tem sido suas escolhas? A roda ta em cima ou esta em baixo? Esta caindo ou se levantando? Não adianta de maneira eufórica e positivista dizer ai “eu to me levantando” não... Não é tão simples assim. Se a roda ta descendo meu amigo... uhm Seja realista, não engane a si mesmo, não use mascaras, para de pedir aqui e lá, largue os pontos logo, não não vá pedir esmolas, não resista a queda, não vá comer “bolotas” que são comidas dos porcos! Aqui estão as conseqüências daquelas escolhas... Falo de mim, talvez de você, falo de nós, falo da nossa vida...

“E caindo em si”. Finalmente chegamos aqui... No fundo do poço o Jovem rapaz acorda para vida, para a realidade, se entrega a situação, racionaliza tudo e... O Jovem rapaz consegue enxergar aquilo que estava sempre diante dos seus olhos mas que ele sequer havia prestado atenção: A seriedade da vida, a lei da vida, a necessidade de saber reconhecer seu estado atual, revendo tudo que lhe é possível rever sobre seu passado, sobre a roda da vida, as etapas em que a vida lhe favoreceu, as escolhas que vivenciou, comparações e...

E, e... e as... Possibilidades!

“Os empregados de meu pai tem em abundância”, “levantar-me-ei e irei ter com meu pai... tenha-me como um de seus empregados”. Apesar do relato citar o pai do Jovem rapaz, e termos como simbologia a pessoa de Deus neste pai amado que esta pronto a receber seu filho por mais  inconseqüente que seja, quero que note uma questão em relação a vida que levantarei seguindo o raciocínio deste sermão; “tenha-me como um de seus empregados” disso o Jovem rapaz a seu pai, ou ainda projetou dizê-lo. Como eu disse no inicio não recebemos a vida quando nascemos é ela quem nos recebe, então tomemos cuidado, somos despenseiros desta vida, somos empregados da mesma, somos servos, então vivamos com mais atenção a estes fatores: OPORTUNIDADES, TEMPO, ESCOLHAS e POSSIBILIDADES.

Você terá OPORTUNIDADES, fique atento ao TEMPO, faça as ESCOLHAS certas, e se acaso errar e cair... não resista, caia, arrependa-se em seguida e se levante a vida é uma GRANDE RODA e te proporcionará POSSIBILIDADES.

Charly Tomaz